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Acho engraçado o título da notícia do Observador sobre as medidas da geringonça para os profissionais em recibo verde, que deve ter sido sugerido pelo governo. “IRS só muda para recibos verdes acima de 27 mil euros.” “Só muda”?!?... O governo não está a criar mudanças no regime simplificado: o governo acaba com o regime simplificado e torna-o numa bagunça imensa; e tudo isto apoiado pelos comunistas e pelos bloquistas (convém ter sempre presente o apoio desta malta a estas medidas).

Os profissionais liberais em regime de recibos verdes (onde me incluo, fica aqui a declaração de interesses) são já o grupo mais desprotegido no mundo do trabalho (sim, sim, sim, comunistas e bloquistas…: muito pior do que funcionários públicos em geral e professores em particular) e agora ainda levam mais uma enorme cacetada, obrigados a inúmeros trabalhos e despesas para terem uma contabilidade organizada. Todos? Não!... Parece que uns quantos ficam de fora – agricultores e pequenos comerciantes e aqueles que não aufiram a enorme fortuna de 27.000 euros anuais (em 12 meses, não em 14 com apenas 11 de trabalho). E sabe-se lá por que assim se decide, mas deverá ser apenas mais uma politiquice politiqueira para aguentar António Costa num lugar que não conquistou, sempre com o apoio dos bloquistas e dos comunistas, que se estarão nas tintas para as pessoas em regime de recibos verdes.

Estou ansioso para ver como bloquistas e comunistas vão defender esta proposta no parlamento, essa maltosa que anda sempre com os “trabalhadores” na boca, que agora só lhes sabe a sapo, mas que agora se evidencia serem apenas defensores dos que trabalham para o estado (a minúscula é propositada).

Mas…, sabem eles? Cerca de setecentos a novecentos mil profissionais liberais vão ter de passar a ter uma contabilidade organizada, com todas as despesas inerentes a isso, sempre em seu prejuízo, sem estabilidade, sem subsídios de desemprego, sem nada. Pode ser que esses profissionais ainda se não dêem conta disto mas, quando tiverem de pagar as despesas ou os impostos em Agosto de 2019, estes 700 a 900.000 profissionais liberais irão aperceber-se da triste realidade desta medida da geringonça socialista, bloquista e comunista.

Tenho por certo uma coisa. Se o PS vai para a frente com esta medida orçamental é porque não conta ir a eleições em 2019, quando deveria ser, e depois de toda esta gente ter levado bordoada: António Costa vai querer eleições antecipadas e os comunistas e bloquistas nem estão a perceber isto. Nem os profissionais liberais que não se insurgem.

 

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João Ferreira do PCP é mentiroso!

por Vasco Lobo Xavier, em 17.11.17

Acabo de ouvir na SIC Notícias João Ferreira do PCP a dizer que este governo da geringonça acabou com a sobretaxa. É mentira! Ela está aí, há muito boa gente que ainda alomba com a sobretaxa e João Ferreira, do PCP, não pode ignorar tal coisa, pelo que quando diz tal (perante o silêncio habitual daquelas supostas jornalistas) que este governo acabou com a sobretaxa está a mentir.

João Ferreira, do PCP, é mentiroso.

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Sobre o regresso à decência

por João Távora, em 17.11.17

(...) O feminismo vive num momento histórico fascinante, porque mais cedo ou mais tarde vai ter de admitir que um regresso ao pudor e à discrição será a grande conquista das mulheres e dos homens interessados na diminuição dos casos de assédio e violação. Não, não se está a pedir o regresso ao tempo da abstinência e da diabolização do sexo antes do casamento. Pede-se outra coisa: quem educar as filhas e sobretudo os filhos no pressuposto de que o sexo só faz sentido num contexto de amor não pode continuar a ser visto como “moralista” ou “retrógrado”; deve ser visto, isso sim, como alguém preocupado com a decência.

 

Henrique Raposo a ler na intergar aqui

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(...) Esta greve dos professores teve o mérito de nos recordar como é diferente a “bolha” em que vivem aqueles para quem este Executivo tem governado – as corporações que vivem do Estado ou à sombra do Estado – e adura realidade dos que têm que fazer pela vida e pela criação de riqueza. (...)

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Uma sugestão

por henrique pereira dos santos, em 14.11.17

Vejo que o Governo anuncia uma empresa pública para gerir as matas do Estado.

Saltemos por cima dos modelos que já existem (regie cooperativa em Mafra, fundação no Bussaco, empresa Lazer e Floresta, etc.) e concentremo-nos num pequeno pormenor.

Se as matas são do Estado e vão continuar a ser do Estado, e são geridos pelo Estado e vão continuar a ser geridas pelo Estado, qual é a lógica de criar uma estrutura paralela de gestão (como aliás, foi proposto para gestão das áreas protegidas em tempos, copiando o modelo da Finlândia)?

A resposta é simples: é que as empresas públicas obedecem a regras de gestão diferentes das da Administração Pública e com as regras que existem na administração ninguém consegue fazer coisa nenhuma de jeito.

Aqui chegados, a pergunta é mais ou menos evidente: se o problema da Administração Pública é não conseguir gerir convenientemente por causa das regras que a regem, que tal mudar essas regras, em vez de multiplicar os veículos de uma administração pública paralela onde, por mistérios insondáveis, vão cair os conhecidos problemas da Fundação para a Prevenção Rodoviária, ou da Fundação das Comunicações e esses atalhos que habitualmente metem os contribuintes em trabalhos?

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Pôr a língua portuguesa na moda

por João Távora, em 14.11.17

Há algum tempo abriu ao lado da minha casa em S. João do Estoril um cabeleireiro que se vende com grande letreiro na montra dizendo "Nails & Depil" - tem manicura e faz depilação. Agora, perto da estação há um novo barbeiro que se anuncia como "hairdresser" e "barber shop". No ginásio que frequento quase tudo é anunciado em inglês inclusive os exercícios (praticar Cycling a seguir a beat e fazer push ups), termos que por preguiça ou simples possidonice não são expressos em português. E desenganem-se os cândidos que equiparam esta praga aos antigos francesismos e a certos anglicismos que sempre foram adoptados por necessidade da língua acolher novos conceitos: o que se passa nos nossos dias é a substituição paulatina de designações existentes em português pelas suas correspondentes em inglês. 
É urgente fezermos frente a esta bimbalhada moderninha que vai tomando conta disto e nos faz sentir estrangeiros na nossa terra. É importante a militância pela língua portuguesa. 

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Avenida acima, Avenida abaixo...

por Corta-fitas, em 13.11.17

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É um dia claro do princípio do Outono, talvez de 1905, ao fim da tarde: nalgumas árvores já há folhas castanhas, uma senhora tem ao pescoço as suas raposas e as sombras estão deitadas para Leste enquanto o Sol se começa a pôr por detrás das colinas sobranceiras ao Rato.  O céu mostra nuvens altas,  talvez tenha chovido de manhã e depois o tempo abriu para uma tarde clara e ensoleirada. É com certeza domingo: as pessoas passeiam, as senhoras vestem com elegância, algumas estão sentadas nos bancos da Avenida, os homens conversam gravemente. Lá muito ao fundo, o Tejo corre devagar entra navios ancorados, com os outeiros da Outra Banda, sem um vestígio de casario, a fechar o horizonte. Estamos no cruzamento  com a Alexandre Herculano. Rapazes pedalam nas suas bicicletas, Avenida acima; oficiais do Exército montam a cavalo, acompanhados de um casal, certamente rico e elegante, em que a senhora monta num baio, à amazona. Do lado direito, quase fora da página, um eléctrico aberto, de bancos corridos, sobe pelo passeio lateral da Avenida, do lado onde agora está o S. Jorge. Do lado esquerdo outro eléctrico desce,  pelo lado do Tivoli. Hoje seria ao contrário. Carruagens, fiacres, automóveis (a palavra acaba de ser aceite, depois de alguma polémica) convivem de forma anárquica sobre a terra batida do pavimento, num trânsito que ainda não tem sentidos obrigatórios. A maioria encosta ao lado esquerdo, mas há dissidentes. No primeiro plano uma carruagem puxada por duas parelhas, com cocheiro, sota e trintanário fardados, desce a Avenida, precedida por dois batedores a cavalo, com a mesma farda. Lá dentro, duas  senhoras ocupam os lugares de honra com um grave cavalheiro, de chapéu alto, correctamente sentado à sua frente, ás ordens. Dois oficiais pararam o seu Panhard e saúdam militarmente, de pé. Mais atrás um polícia imita, todo perfilado. Cavalheiros tiram respeitosamente o chapéu e num trem que sobe e se cruza com a carruagem duas senhoras levantaram-se e debruçam-se, curiosas. É fácil de perceber que as Raínhas Dona Amélia e Maria Pia vieram burguêsmente dar uma volta antes da ceia. Bem a meio da Avenida, altos espigões de ferro forjado sustentam duas lanternas a uns três metros do solo e mais um globo, lá no alto dos seus 10 metros: resultado do contrato que a Câmara celebrou com as Companhias Reunidas, em 1904, para a iluminação eléctrica da Baixa. Lisboa tem 400.000 habitantes e vive repousadamente os últimos anos antes da grande convulsão da Republica: daqui a cinco anos será neste mesmo lugar que se vão ouvir os tiroteios do 5 de Outubro, as rainhas partirão para o exílio e os oficiais do Panhard serão republicanos... Cento e doze anos e três revoluções depois, ( 5 de Dezembro de 17, 28 de Maio de 26, 25 de Abril de 74, todas elas para libertar o Povo e salvar a Pátria...) as figurinhas que animam a litografia, e os seus filhos e quase todos os seus netos, juntaram-se já ao grande rio da vida. A Avenida deixou de ser de terra batida, alguns dos prédios morreram, os eléctricos já não passam por ali, o Metro alojou-se debaixo das raízes das árvores, os automóveis ocuparam tudo. Mas incansavelmente, Avenida acima, Avenida abaixo, enquanto os crepúsculos de Outono se repetem, as gerações que passam constroem, dia a dia, a alma de Lisboa. 


Do nosso leitor Manuel Pessanha, num texto gentilmente remetido ao Corta-fitas por email a propósito da gravura acima que hoje voltamos a reproduzir.

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À atenção do Senhor Primeiro Ministro

por henrique pereira dos santos, em 13.11.17

Excelentíssimo Senhor Primeiro Ministro,

Confesso que não sei porquê, nem poderei dizer que apenas porque me caiu mal o jantar, já que não jantei, lembrei-me de uma frase corrente e, sem que mais uma vez perceba porquê, lembrei-me imediatamente de si quando a frase me surgiu na cabeça:

"Tarefas delegam-se, mas responsabilidades não".

"Artigo 26 dos estatutos da Associação de Turismo de Lisboa

1) Compete à Direcção:

...

b) Orientar a actividade do Turismo de Lisboa;

...

d) Aprovar, sob proposta da Comissão Executiva, os planos de actividades e orçamentos, bem como os relatórios de gerência, balanços e contas do exercício a submeter à Assembleia Geral;

...

Artigo 28

1) A Comissão Executiva é constituída pelo Presidente da Direcção (em 2013, Vossa Excelência), pelo Presidente Adjunto da Direcção e pelo Director Geral.

2) Compete à Comissão Executiva:

...

c) Aprovar as propostas de planos de actividades e orçamentos, bem como os relatórios de gerência, balanços e contas do exercício a submeter à Direcção"

Senhor Primeiro Ministro, é evidentemente impossível não cometer erros no exercício de cargos tão absorventes, sobretudo quando em simultâneo, se é Presidente de Câmara em regime de exclusividade, Presidente do Turismo de Lisboa e ainda se tem o intenso labor intelectual inerente à tarefa de comentador residente de um programa de televisão pelo qual auferia, a justo título de direitos de autor, 7 mil euros por mês, valor que naturalmente reflecte o seu empenho na tarefa, tendo como referência o ordenado de 5 mil euros para exercer, em regime de exclusividade, o cargo de Presidente de Câmara.

Erros são, portanto, perfeitamente admissíveis.

Mas enjeitar as responsabilidades pelos erros, francamente, Senhor Primeiro Ministro, isso é que já seria dispensável, não por causa de um jantar sem grande importância, mas porque tendo feito um cesto, o natural é que faça um cento.

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Foto de Manuel Maria Barros.

O dia foi marcado por mais uma polémica mediática que mais uma vez desembocou numa medida drástica e imediata do Governo (ultimamente é assim que é governado o país). Na sexta-feira houve um jantar da Web Summit no Panteão Nacional, onde estão os túmulos de personalidades históricas de Portugal. O jantar com o CEO Paddy Cosgrave, com os fundadores de startups e outras empresas que participaram na Web Summit, chama-se Founders Summit e nele participaram cerca de 200 CEO (presidentes-executivos) fundadores de empresas e startups, investidores de alto nível, com o objectivo de estabelecer ligações entre eles (networking). 

Bastou ter-se levantado uma onda de indignação pública, com eco nas redes sociais, para o Governo mostrar mais uma vez como é eficaz. O Governo de António Costa reagiu. Culpou o Governo anterior (as usually). Mostrou-se muito indignado em solidariedade com a indignação geral, e zás, proibiu os jantares no Panteão. Tal como já tinha feito no Urban Beach (que se apressou a mandar fechar - by the way, pôs 200 pessoas no desemprego com essa precipitação. Podia ter multado, ter estabelecido regras duras, mas não, a solução foi: desemprego para toda aquela gente) - e tal como fez com os incêndios e armas de Tancos roubadas.Toma decisões muito radicais. Mas sempre, sempre à posteriori. 

Mas, mais uma vez, um paradoxo. É que o próprio Paddy admitiu ter falado com o "ministro". Paddy (que não deve estar a acreditar no que está a acontecer, conheceu finalmente o lado lunar de Portugal) viu-se obrigado a pedir desculpa mas deixou o recado que isto na Irlanda nunca se passaria (esta indignação). Não estranhem se o Web Summit rumar a outra capital.

O que veio dizer o primeiro-ministro António Costa (que se mostrou indignado, mais uma vez em coro com o Presidente da República)? Considerou este sábado, em comunicado, "absolutamente indigna" a utilização do Panteão Nacional para um jantar inserido na Web Summit.

"É absolutamente indigna do respeito devido à memória dos que aí honramos. Apesar de enquadrado legalmente, através de despacho proferido pelo anterior Governo, é ofensivo utilizar deste modo um monumento nacional com as características e particularidades do Panteão Nacional", declarou o chefe de Governo (e Marcelo disse o mesmo).

"Tal como já foi divulgado pelo Ministério da Cultura, o Governo procederá à alteração do referido despacho, para que situações semelhantes não voltem a repetir-se, violando a história, a memória colectiva e os símbolos nacionais", prometeu o governante.

A prova que o Governo anda ao sabor da indignação mediática, é que afinal o jantar da Web Summit no Panteão Nacional, não foi caso único. Também uma empresa pública, a NAV Portugal, realizou um jantar, em outubro, e até publicou as fotografias no Facebook.  Para além do jantar de gala para homenagear trabalhadores, o evento do dia 16 de outubro teve direito a um welcome drink no terraço do Panteão.

Ora, para quem não sabe, a NAV Portugal tem como missão garantir a prestação de serviços de navegação aérea e é tutelada pelo ministério do Planeamento.

O mundo chama populista a quem governa contra a corrente mediática, mas populismo é precisamente o oposto. Populismo é isto de governar em função da indignação popular.

Esta dupla de populistas que representam e lideram o país, estão a transformar Portugal num cartoon.

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por Vasco M. Rosa, em 12.11.17

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A Avenida da Liberdade em 1905

por João Távora, em 10.11.17

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Magnifica litografia de João Christino com uma perspectiva para mim inédita da Avenida da Liberdade em 1905 que fotografei ontem da exposição patente na Biblioteca Nacional. Nela, entre uma bulíciosa mistura de calhambeques, cavaleiros, charretes e ciclistas, vê-se claramente no primeiro quarteirão à esquerda o prédio nº 232 (o quinto) que foi a casa dos meus avós que ainda frequentei.

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O sector económico que convive melhor com a fraude

por henrique pereira dos santos, em 10.11.17

"A notícia que publicámos tinha por base um despacho do Conselho Consultivo da PGR, tal como era citado. Relativamente às contas aos eventuais prejuízos da decisão anulada, citadas no texto, são da autoria do actual governo - o que erradamente não era mencionado no texto. Nota adicional: ao contrário do que dizia a notícia, Carlos Pimenta não é presidente da administração da Generg, mas administrador não executivo da mesma empresa. Ao visado e aos leitores, as nossas desculpas".

Esta extraordinária nota da direcção do Público diz respeito a uma coisa em forma de assim que ontem aparecia no jornal, dando origem à principal manchete "PGR arrasa decisão do Governo de Passos que custaria 42 milhões", manchete essa que era secundada por três chamadas de atenção na mesma primeira página, uma dizendo que o ministério do ambiente do governo anterior tinha beneficiado uma empresa a dois dias das eleições, que o beneficiário era uma empresa de Carlos Pimena, que fazia parte do think tank do então ministro do ambiente e que o actual governo tinha acabado com essa bandalheira homologando o parecer do conselho consultivo da PGR.

Hoje, no cantinho da primeira página, o Público refere que Moreira da Silva, ao abrigo do direito de resposta, reage ao parecer da PGR e deixo aos interessados a leitura da resposta, que não é ao parecer do Conselho Consultivo da PGR mas à canalhice do Público, porque é absolutamente arrasador, para usar a estúpida qualificação que o Público resolveu usar ontem na sua manchete.

O que está em causa é o facto de uma jornalista, Leonete Botelho, se prestar ao indecoroso frete de fazer de caixa de ressonância do actual Governo, publicando uma peça lamentável, com erros factuais gravíssimos, com insinuações construídas com base nesses erros factuais, com a utilização de dados essenciais omitindo a fonte interessada que lhos forneceu, sem verificar os factos e sem se dar ao menor trabalho de ouvir o contraditório junto das pessoas que difama sem o menor pudor. E de tudo isso ser ainda ampliado pela direcção do jornal que resolve chamar ao assunto para manchete principal do dia, acentuando nessa manchete o carácter difamatório, com base em insinuações sem qualquer suporte nos factos.

A nota da direcção do Público é semelhante à nota de direcção de um hospital que depois de fazer um comunicado de imprensa a congratular-se pelo extraordinário êxito médico de uma operação no dia anterior, viesse explicar que afinal a gangrena estava na perna esquerda e tinha sido amputada a perna direita, o que por lapso não tinha sido referido, por isso se pedindo desculpa ao visado e ao público em geral.

Meus senhores, a nota da direcção do Público que eu gostaria de ter visto era o que seria normal em qualquer sector económico com um mínimo de respeito pelos seus clientes.

Posso até sugerir um texto:

"O Público cometeu ontem um erro gravíssimo que põe em causa o bom nome das pessoas visadas, o que resulta do incumprimento das regras gerais da profissão, como sejam a necessidade de identificar as fontes das notícias, a verificação dos factos, em especial quando as fontes são parte interessada na notícia, e o exercício do contraditório. Da falta de respeito pelas regras da profissão resultou um tratamento informativo do assunto completamente inaceitável, razão pela qual iremos abrir um processo de inquérito aos jornalistas envolvidos, quer na elaboração da notícia, quer no seu tratamento editorial pelo jornal, no sentido de detectar se a grosseira violação das regras se deve a negligência ou se existe dolo, o que, em qualquer dos casos, é completamente inaceitável para qualquer jornal que preze o principal valor que o une aos seus leitores: a confiança".

Um sector em que um jornalista é embarretado por um aldrabão de feira e mantém a sua posição no jornal e na profissão totalmente intocada (Nicolau Santos), que mantém como director de jornal uma pessoa apanhada numa escuta a pedir para ser nomeado para cargos de direcção, apresentando como vantagem ser um general prussiano que cumpre ordens sem as discutir (Afonso Camões) ou que trata a negligência na produção de notícias (na melhor das hipóteses) como se fosse impossível haver jornalistas corruptos (replicando para o sector a complacência que aplicou a Sócrates com o argumento de que seria impossível em Portugal haver um primeiro ministro corrupto sem ser de direita) é um sector que se degrada todos os dias.

Não se queixem é da internet de cada vez que fecha um jornal, queixem-se do que fazem perante situações destas e da falta de espinha que caracteriza a generalidade do sector quando se trata de aplicar aos camaradas a lógica justiceira de que se sentem investidos quando se trata de denunciar aqueles de quem não gostam.

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Não gosto da opinião do Pacheco Pereira (é uma espécie de nosso Al Gore - que by the way também não gosto), nem gosto das prioridades deste Governo, por exemplo que tenha dado prioridade à (perversão) da mudança de sexo ou que mantenha o financiamento ao aborto por capricho, ou que sucumba à histeria do moderninho (de que a Web Summit é um ícone) em vez de dar prioridade ao investimento nos hospitais, de modo a minimizar o risco de as pessoas apanharem bactérias nos hospitais públicos.

O Governo que repare bem que, por exemplo, nos Hospital da Luz e no Hospital da Cuf essas bactérias não andam a matar que nem tordos.

Digam o que disserem, venham as Web Summits que vierem Portugal é e sempre será um país do terceiro mundo quando as pessoas morrem queimadas em incêndios, ou quando morrem por bactérias em hospitais públicos. 

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Para que não restem dúvidas

por henrique pereira dos santos, em 09.11.17

A Caixa Geral de Depósitos respondeu à minha reclamação sobre o desvio de fundos do apoio directo às vítimas do incêndio de Pedrogão para o apoio ao Estado que apoia as vítimas dos incêndios de Pedrogão.

O essencial da resposta é absolutamente clara na opção da Gulbenkian (com acordo da CGD) tratar o dinheiro dos doadores como se fosse seu.

"A Caixa foi a primeira instituição bancária a abrir uma conta de solidariedade para com as vítimas dos incêndios de Pedrogão. Angariou donativos que atingiram os 2,6 milhões de euros".

A primeira preocupação da resposta da CGD é informar-me que estão muito à frente da concorrência. Informação inútil para o que à reclamação diz respeito, mas bem demonstrativa das prioridades da Caixa nesta matéria.

"Na comunicação pública que fez, num primeiro momento, a Caixa identificou como prioritários a reconstrução das primeiras habitações, reconstrução de anexos agrícolas, recuperação dos meios de subsistência das famílias afectadas e o apoio aos apicultores que viram a sua produção destruída".

Mais uma vez a Caixa e as suas opiniões são o centro da informação que me é prestada, omitindo por completo que o que está em causa não é o que a Caixa identifica ou não como prioritário, mas sim o que os doadores perceberam que ia ser feito com o dinheiro que decidiram doar, partindo naturalmente do que a Caixa definiu como os objectivos da angariação de donativos.

Segue-se um parágrafo sobre o acordo com a Gulbenkian que resulta num outro parágrafo "A Gulbenkian concluiu haver necessidades de reforço da capacidade de resposta do SNS na emergência e pós emergência às populações afectadas, nomeadamente para a aquisição de equipamentos para munir as unidades de queimados. Isto mesmo ficou estatuído em anexo ao protocolo de cooperação com a Caixa".

É então claro o que desde o princípio das críticas foi dito que era inaceitável: a Gulbenkian e a Caixa acham normal pedir dinheiro para o apoio directo às necessidades imediatas das pessoas afectadas e, posteriormente, tendo identificado falhas do Estado no cumprimento das suas obrigações (poderiam ser falhas de quaisquer entidades privadas, como a Misericórdias, que o problema era praticamente igual), desviar o dinheiro doado para apoio directo aos afectados para o apoio ao Estado no cumprimento das suas obrigações de socorro às populações.

A conclusão da resposta mantém a arrogância típica de entidades majestáticas como a Caixa e a Gulbenkian: "A finalidade do protocolo é muito clara: O montante doado através da Caixa destina-se a ser utilizado na satisfação das necessidades das populações afectadas pelos incêndios. É o que está a acontecer".

Nem por um minuto a Caixa perde tempo a discutir se os doadores foram informados, em algum momento, que o seu dinheiro seria gerido desta forma e poderia ser usado para financiar a resolução dos problemas do Estado no socorro às populações, basta-lhe o que escreveu nos protocolos com a Gulbenkian.

Não admira por isso que seja tão difícil saber exactamente como tem vindo a ser aplicado o dinheiro doado através deste mecanismo: a Gulbenkian (e a Caixa, por omissão), pelos vistos, acha que tem mais que fazer que prestar contas sobre a utilização de dinheiro que não é seu.

O Oservador, por exemplo, angariou (penso que não com uma campanha pública, mas se o fosse, desde que o objectivo da angariação fosse claro desde o início, a questão seria igual) dinheiro para fazer um plano de intervenção no território de uma freguesia, nada contra o seu uso dessa forma, com as instituições que entender.

Qualquer pessoa poderia ter feito uma campanha de angariação de doações para entregar bolas de berlim às pessoas afectadas, nada contra o uso do produto da campanha nessa finalidade.

O que está em causa nesta questão da Caixa e da Gulbenkian é que o dinheiro foi angariado para o apoio directo às populações e acabou a ser usado no apoio ao Estado para que o Estado cumprisse as obrigações que já tinha e não cumpria.

Que a Gulbenkian e a Caixa não percebam isto, é triste, mas que todos nós, a imprensa, os advogados que poderiam pôr um processo por burla (ou, no mínimo, publicidade enganosa), etc., engulamos isto sem sobressalto, é muito, muito triste e um bom contributo para a destruição da confiança das pessoas comuns nas instituições e nas elites que nos governam.

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Um ano de eleição de Trump para a presidência norte-americana é o motivo para inúmeros debates nas televisões portuguesas. Confesso que já não tenho grande paciência para os argumentos emotivos anti-Trump. Toda a gente diz coisas muito semelhantes: toda a gente vaticina tragédias, guerras e quedas antecipadas. Mas quanto mais tempo passa mais se parece confirmar que Trump mantém a mesma base de apoio e será essa base de apoio que, desconfio, levará à sua reeleição.

As expressões "O presidente com popularidade mais baixa";  "como é que os EUA podem estar à mercê disto [Trump]; toda a Europa olha para os EUA como se estivessem à beira de um abismo, de uma qualquer catástrofe. Mas como disse e bem Tiago Moreira de Sá, a Europa está a perder riqueza e poder, e portanto na minha opinião quem está à beira do abismo é a Europa.

A orientação estratégica dos EUA está a mudar a prioridade euro-atlântico para a Ásia-Pacífico. Isso não é sequer novidade de Trump, Obama já estava a fazer o mesmo. O que muda é o estilo. Trump vê a Europa como um bloco que quer ir à boleia da protecção dos Estados Unidos, não pagam por essa segurança (NATO) e ainda aproveitam isso para ter grandes excedentes comerciais.

Diana Soller, Doutorada no Departamento de Estudos Internacionais da Universidade de Miami-EUA, foi, a meu ver a primeira opinião verdadeiramente independente, e porque não está amarrada a indignações, nem a preconceitos, é quem tem a opinião mais inteligente.

Desde logo desmente o mito de que Trump traz para a política uma lógica de negociante, uma lógica de empresário. "Donald Trump separa a esfera política e a esfera económica como já há muito nenhum presidente norte-americano fazia".

Diana Soller explica: "Uma coisa é Donald Trump dizer que a América está primeiro e de facto ser o presidente que tem optado por ser menos intervencionista do que os presidentes anteriores, que se declaravam presidentes do mundo livre, e depois do mundo global democrático. Trump já não faz. Isso não quer dizer que Donald Trump se tenha retirado do mundo, muito pelo contrário. O que mudou profundamente foi a forma como os EUA se posicionam no mundo. Trump e a sua equipa de conservadores sabem que os EUA não se podem retirar completamente do mundo".

"O que Trump tem optado por fazer é desfazer as alianças permanentes, que são caras, que são alianças com aliados fracos militarmente, e tem optado por agir bilateralmente. Deitou fora a ideia que as democracias são os aliados privilegiados; deitou fora a ideia de que a Nato é para manter e para legitimar os EUA. A forma como os EUA se posicionam no mundo mudou".

"A ideia de Trump de privilegiar a soberania dos Estados, preferir negociar Estado a Estado, preferir negociar com as grandes potencias do futuro, que na sua visão são a China e a Rússia, não é uma visão económica, é uma visão política que vigorou durante séculos nos EUA e Trump vem recuperá-la. Mas os europeus que estão habituados aos EUA que durante 70 anos foram os líderes liberais do mundo, olham para isto como se fosse uma coisa inédita que nunca aconteceu antes", disse ainda a analista.

"Trump não é um isolacionista (sem mais nada), diz ainda Diana Soller. Não é, é o líder liberal a que estávamos habituados". Pois é isso.

"Este périplo pela Ásia foi precedida pela visita a Pearl Harbour, o que foi um sinal de que os EUA vão negociar com a Ásia como país forte que vai defender os seus interesses nacionais", realçou. 

Perante esta intervenção tão objetiva, lamentavelmente, insurgiu -se um analista tendencioso, Ricardo Monteiro, que não escondeu a sua raiva a Trump (o que turva completamente a sua análise, e por isso ela deixou de ter qualquer valor), acabou por acusar o toque dessa fraqueza quando diz "o facto de o podermos analisar [Trump] não o devemos tolerar". Não se pode ser analista sem independência. Não se pode analisar Trump, se a preocupação mor é não o tolerar.

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De Espanha, bom vento -- mas não chega cá

por José Mendonça da Cruz, em 07.11.17

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Passei cinco dias em Madrid. Inesperadamente, senti o mesmo alívio, o mesmo oxigénio que sentia ao visitar qualquer país democrático da Europa no tempo de Salazar. É uma sensação mista de ar fresco e tristeza.

Gozei uma cidade aberta, arejada, limpa, uma cidade cosmopolita e monumental, e senti-me confortável num país regido por uma constituição referendada, que segue por respeito do voto popular, não de alvos eleitorais.

Na estrada, a caminho, e nas ruas da capital percebi o ambiente de ordem e progresso. Na estrada, na cidade, nos semáforos, no estacionamento, nos passeios, senti a ordem e a ausência de stress no cumprimento distendido da lei, de que resulta o bem-estar e conforto de todos -- o contrário dessa interpretação alarve em que «o meu direito» ao que é «de todos» atropela todos os direitos e deveres.

Fiz cinco dias de turismo em Madrid, mas Madrid não me cobrou «taxa turística» para se compensar de eu a visitar e gastar dinheiro lá. E não vi ninguém preocupado em dar publicidade à presidente da câmara, para além da curta notícia que anunciava que passa a estar sob vigilância porque gasta reiteradamente demais. Gastará. Mas não cobra taxa. E os serviços funcionam. Passeei por ruas asseadas e policiadas, viajei em táxis limpos com bandeirada a 2,40 euros até às 21 horas, 2,90 depois (e também no meu carro, com combustível mais barato 30 cêntimos por litro), ou em linhas de autocarros e metro práticas e funcionais, talvez por estarem viradas para o utente, não para o alimento de parasitas que nelas se tivessem alojado.

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 Verifiquei que, em Espanha, os vigaristas estão presos ou fugidos, e os media não se comovem com gritos de liberdade e democracia da parte de quem dolosamente as ataca e atacou. Tontos, na TV, só vi o Puigdemont, tão perseguido e calado que a entrevista dada no coito belga passou sem sobressalto em horário nobre; mas não vi que algum palhaço do Podemos fosse consultado durante 5 minutos de 15 em 15 minutos em cada telejornal, para fazer declarações falsas ou néscias sem escrutínio nenhum, e que sempre visam regular mais, taxar mais, paralisar a economia, e depois gastar mais do que o saque.

Revi obras-primas em museus nacionais, ou com nomes de realeza ou aristocracia, mas não vi Miró nenhum de saldo comprado com dinheiro dos impostos; nem colecção nenhuma arbitrária que o Estado guardasse a um amigo, pagando-lhe ainda pelo jeito, com o dinheiro dos impostos, outra vez. 

prado.jpg

 Li jornais e vi televisão, mas nos noticiários não vi uma Espanha sentada, não vi a bajulação a membros de autarquias ou governo, tanta que chegasse a ser menos notícia o próprio evento do que o facto terceiro-mundista e confrangedor de uns queridos líderes irem lá bolsar promessas falsas e inanidades; nem vi o golpe russo de 1917 encher páginas ou secções; nem li crónicas de namoradas de famosos aldrabões, as quais não repararam em nada, mas prosseguem sendo alegadas jornalistas; nem orgãos de comunicação dirigidos por quem tivesse promovido vigaristas e subscrito as suas vigarices como verdades sagradas. Talvez por isso tenha ficado com a impressão de que seria inconcebível para qualquer orgão de comunicação espanhol colocar-se ao lado do Estado contra as vítimas de alguma negligência ou opção criminosa pública, calando os queixosos e desculpando o autor.

Hospedei-me num hotel do bairro de Salamanca, e beneficiei do tom de orgulho e normalidade com que o bom serviço é prestado nas recepções, aos balcões, às mesas, até pela Polícia na rua. Em todos os restaurantes, a qualidade é a rotina; num dos 10 melhores de Madrid, o menu de degustação custou metade de um seu equivalente em Lisboa. Fui turista e bem recebido. Nunca me chamaram «pressão turística». E, mesmo depois de lerem o nome no cartão, ninguém me chamou «senhor José».

Barrio-Salamanca-Madrid_5.jpg

 Passeei pela capital e por esse bairro de Salamanca onde fiquei; passeei pelo bom gosto, a malha intimista das ruas, as boas lojas, os sítios de tapas e restaurantes, a elegância que orgulha a zona e a cidade, em vez de as envergonhar, como sucede aos miserabilistas.

 Senti uma sociedade vibrante. O que não senti foi uma opinião pública e publicada amorfas, anémicas, submissas, caladas, cúmplices perante governações corporativistas, fogos que matam centenas, armas de guerra que desaparecem e reaparecem ao acaso, contas marteladas, dívidas suicidas, hospitais mortíferos, transportes que se degradam, barcos parados, insegurança nas ruas, tudo seguido de dóceis recomendações para «apurar» o que gritantemente se vê.

A fronteira entre Portugal e Espanha é aberta, ninguém nos detém, não é preciso preencher os formulários inquisitivos que a PIDE nos impunha. Mas faria sentido voltar a essa prática, porque a diferença de culturas é grande e agrava-se, e o clima de energia, liberdade e modernidade aumenta exponencialmente quando se passa para lá, para a Europa civilizada que dantes ficava além Pirenéus e agora é contígua (mas não chega cá).

fronteira_caia.jpg

 A PIDE não existe, é certo, mas governo socialista e Autoridade Tributária não desdenhariam substituí-la nesse zelo burocrático e vigilante. Era só mais um pequeno passo no clima de asfixia e intromissão gerais. Um pequeno passo lógico e que lhes quadrava tão bem.

 

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1917 - 2017

por João Távora, em 07.11.17

O poder foi a única paixão comunista. Para o conquistar ou preservar, os comunistas estiveram dispostos a tudo. Pactuaram com os nazis, negociaram com os americanos, adoptaram até o capitalismo (na China, por exemplo). Houve só uma coisa a que os regimes comunistas nunca se adaptaram: a democracia liberal. A pluralidade, a discussão, a alternância, o império da lei eram naturalmente incompatíveis com a sua concepção de um Estado absoluto e “científico”. E foi o encanto desse poder e a ilusão das suas possibilidades que desde 1917 predispuseram tanta gente a fechar os olhos à verdade e a deixar-se “enganar”. Não nos enganemos nós, portanto, sobre o verdadeiro encanto do comunismo soviético, porque se o objecto desse encanto morreu, não morreu a predisposição da humanidade para se deixar encantar.

 

Rui Ramos a ler na integra aqui

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Independência ou morte

por João Távora, em 06.11.17

Não estará na hora de se iniciar um movimento que restaure a independência de Portugal face à “Republica Portuguesa” que de ano para ano mais parasita os portugueses para alimentar e promover as oligarquias com reposições e progressões automáticas?

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Assédio

por João Távora, em 06.11.17

(...) A alternativa do politicamente correcto, agora, é carregar escolas e profissões de polícias do “machismo”. Mas quem policia esses polícias, uma vez que ninguém, nem mesmo campeões públicos do feminismo como Weinstein e Stafford-Clark, parece estar acima de suspeita? Mais: que fazer, quando ninguém parece saber exactamente onde estão as fronteiras? A “libertação sexual” não foi o fim da história, como se vê pela confusão actual. Mostrar interesse já é “assédio”? Quando é que “não” significa “não”? O que é “consensual”? Uma relação em que uma mulher se conforma com o comércio sexual apenas para promover a sua carreira de actriz – é consensual? Talvez fosse mais eficaz associar novamente o sexo à responsabilidade, e não apenas ao hedonismo. Mas para isso, teríamos de nos libertar de uma “libertação sexual” que fez do sexo tudo e ao mesmo tempo nada, ao ponto de deixar passar toda a espécie de equívocos e de violências.

 

Rui Ramos a ler na integra aqui 

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Domingo

por João Távora, em 05.11.17

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Mateus 


Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias. Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 


Palavra da salvação. 

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